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Mãos

por Da Redação
Publicado há 14 horasAtualizado há 13 horas
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Eram mãos, simplesmente mãos. Não sabia de quem. Receberam-me quando nasci. Deram-me condições de continuar a viver. Limparam-me dos vestígios da existência intrauterina. Eram, a princípio, formas indefinidas para mim, mas amigas. Apoiavam-me sempre. Eram macias, quentes e constantes. O tempo foi se escoando pela plataforma dos anos e aquelas mãos se tornaram conhecidas.

Às vezes elas me castigavam. O castigo era tênue e não deixava rancor. Ensinavam-me. Eram rápidas, ágeis, lindas. Nunca as vi enfeitadas de joias, a não ser um aro de metal dourado no dedo da mão esquerda, que ostentava com orgulho.

Como se soltas no ar, aquelas mãos me apontavam o caminho da escola quando pequeno. Vestiam-me o uniforme com capricho e colocavam em minhas mãos os cadernos. Lá ia eu, com uma vontade imensa de voltar. Quando isso acontecia, lá estavam elas esperando por mim. O almoço pronto, quentinho, preparado por aquelas mãos benditas. Estas mãos fizeram de mim um adolescente e depois um adulto. Quantas vezes sentiram o frio das madrugadas quando ficavam comigo, ao meu lado, nos dias difíceis, quando minha saúde oscilava.

Quantas vezes saíram do aconchego de seu descanso para ver se eu estava bem em meu leito nas longas noites da vida. A vida, em sua desabalada carreira, trouxe-as para acariciar meus filhos, apoiar minha esposa e também ajudá-la nas duras lides da existência e viver conosco os bons momentos de nossa família.

Envelheceram aquelas mãos. No dedo, a velha aliança. Os anos tiraram a agilidade daquelas sagradas mãos. Veio a morte e elas se foram para sempre. Sua imagem, porém, jamais será apagada de minha mente. Seu roçar pelos meus cabelos quando caminhávamos pela vida será sempre sentido em minha existência. Quanta força. Quanta beleza. Quanta prestatividade. Quanto amor. Aos meus filhos legarei o produto daquelas mãos sagradas, auferido das experiências vividas, dos exemplos dados e do amor recebido. Benditas, pois, minhas mãos amigas, porque elas são as mãos de minha mãe.

Antonio Caprio, Tanabi

HCM

Sobre a notícia "HCM de Rio Preto conquista o selo Hospital Amigo da Criança", eu posso dizer que, como profissional que atua na empresa e como paciente, sem dúvidas é o melhor complexo de saúde de Rio Preto, da região, senão do mundo. Quero agradecer ao HCM pelo cuidado que teve com a minha pequena.

Sonia Borges Silverio, via Instagram