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EDUCAÇÃO

Alunos de Rio Preto conquistam bronze em olimpíada de matemática na França

Estudantes de Rio Preto representaram o Brasil na competição internacional e viveram a primeira experiência na Europa ao lado do professor da equipe

por Dandara Caroline*
Publicado em 11/05/2026 às 11:44Atualizado em 12/05/2026 às 12:21
Alunos Pedro Augusto, Enzo, Miguel, Beatriz e Valentina  ao lado do professor Leonardo Leal (Divulgação)
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Alunos Pedro Augusto, Enzo, Miguel, Beatriz e Valentina ao lado do professor Leonardo Leal (Divulgação)
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Alunos do Colégio Kelvin, de Rio Preto, conquistaram medalha de bronze na etapa internacional da Olimpíada Matemática sem Fronteiras, realizada em Salon-de-Provence, na França.

A equipe foi formada pelos alunos Pedro Augusto Ferreira Silva, Enzo Cesario Garcia, Miguel Gibin Pezzuto, Beatriz Belucio Ruviére e Valentina Idenaga Navarro, acompanhados pelo professor Leonardo Leal.

O convite para a competição internacional veio após o desempenho da equipe na edição nacional de 2025, quando os estudantes conquistaram medalha de ouro em nível regional e nacional. Apenas 1% das equipes participantes foi selecionado para representar o Brasil na fase internacional.

Segundo o professor Leonardo Leal, esta foi a segunda vez que o colégio recebeu um convite para competir fora do País. No ano passado, a etapa internacional aconteceria na Tailândia, mas a escola preferiu não participar.

“Era a primeira vez que recebemos esse convite e, como seria muito longe, acabamos ficando receosos. Neste ano, como seria na França, conseguimos nos organizar melhor e resolvemos viver essa experiência”, explica.

A equipe original era formada por sete estudantes, mas a organização da competição exigia um grupo com dois meninos e duas meninas. Por isso, o colégio realizou uma seletiva interna para definir quem faria a prova.

Mesmo sem avançar para a equipe final, Miguel Gibin Pezzuto decidiu viajar com os colegas para acompanhar a experiência de perto. “Foi muito bonito ver isso. Ele quis estar junto dos amigos e viver esse momento com eles”, contou o professor.

A Olimpíada Matemática sem Fronteiras é feita em grupo e avalia não só o conhecimento matemático, mas também estratégia, raciocínio lógico e trabalho em equipe. Na fase internacional, os desafios foram ainda maiores: as equipes precisavam resolver questões contra o tempo. “Eles tinham quatro blocos de 25 minutos. Se terminassem antes, poderiam resolver questões bônus que valiam mais pontos. Essa pressão do tempo foi o maior desafio”, explica Leonardo.

Apesar da tensão, o desempenho foi considerado excelente pela equipe pedagógica. Segundo o professor, os estudantes já possuem experiência em olimpíadas de alto nível, como a Olimpíada Brasileira de Matemática (OBM), a OBMEP e competições da Unesp. “São alunos que já estão acostumados com provas muito difíceis. O diferencial dessa competição foi realmente o fator tempo.”

Além da medalha de bronze, a viagem também marcou a primeira experiência internacional de parte da equipe, incluindo o próprio professor. Para alguns alunos, foi a primeira vez fora do Brasil, para Leonardo, a primeira viagem para Europa.

Após os dias de competição, o grupo seguiu para Paris, onde visitou pontos turísticos como a Torre Eiffel, o Museu do Louvre e o Arco do Triunfo. “A gente ficou deslumbrado. Cada esquina era uma foto. Foi uma experiência que vai marcar todos nós para sempre”, afirma.

Além da participação na França, os estudantes também receberam um novo convite para uma etapa internacional no Vietnã.

Para Leonardo, a conquista vai além das medalhas e serve de incentivo para outros jovens da região. “Quero que isso motive outros alunos a buscarem o conhecimento. Não só na matemática, mas em qualquer área. Existem olimpíadas de várias disciplinas e essas experiências transformam a vida dos estudantes”, conclui.